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Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Kakay a pais de Damares: ‘Se não tivessem trepado, estaríamos livres dela’

Em grupo de WhatsApp, criminalista ofendeu ministra por propor abstinência sexual: ‘Foi uma pena os pais desta idiota não terem feito o que ela prega’

Por Evandro Éboli Atualizado em 31 jan 2020, 15h29 - Publicado em 31 jan 2020, 14h59

Famoso por defender políticos enrolados com a Justiça, incluindo uma turma numerosa na Lava-Jato, o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, envolveu-se numa confusão com a ministra da Damares Alves.

Em um grupo de juristas no WhatsApp, Kakay fez comentários nada elegantes sobre a ministra e sua bandeira de abstinência sexual contra a gravidez precoce.

“Foi uma pena os pais desta idiota não terem feito o que ela prega. Se não tivessem trepado, estaríamos livres dela”, escreveu Kakay no grupo batizado de “Liga da Justiça”.

//Divulgação

Em resposta a Kakay, Felipe Zanchet, outro integrante do grupo, se referiu aos pais da ministra: “Devem ter fecundado ela na posição de quatro – menos respeitosa do que o papai e mamãe coberto. Ops: ofendi os moralistas de plantão”.

Seguidores do próprio grupo passaram a repudiar a fala de Kakay. Trechos da conversa foram vazados e chegaram à ministra, que acionou a Advocacia Geral da União para processar o advogado. Nas redes sociais, Damares repercutiu o caso sem citar Kakay.

“O que tenho sido atacada por homens loucos que destilam ódio a mulheres já passou do limites. Ontem, em um grupo de WhatsApp, um famoso advogado, conhecido em todo o Brasil, disse coisas absurdas sobre mim. Uma delas foi que meus pais ‘devem ter transado de quatro para terem gerado esta aberração’”, escreveu Damares.

//Divulgação

Diante do estrago, Zanchet se retratou no próprio grupo e enviou mensagem diretamente à ministra. “Retrato-me do que ali dito. Compreendo que as palavras de baixo calão ali expostas excederam a crítica política e são deselegantes para qualquer mulher, mais em se tratando de uma ministra de Estado, advogada e líder religiosa”.

A fala de Kakay não foi essa. Ao Radar, o advogado rebate a ministra dizendo que denunciação caluniosa é crime e que não teve intenção de ofender.

“A ministra terá que acionar metade do Brasil, por tudo o que li na imprensa sobre a proposta mais recente dela, violentamente criticada por todo o país. Mas se insistir nisso, deverá se cuidar para não cometer o crime de denunciação caluniosa, pois sua assessoria jurídica certamente sabe que não existe crime e dos riscos de uma falsa acusação. De qualquer forma é certo que não tive a intenção de ofendê-la, ao contrário, pois estava falando de uma possível “vantagem” da absurda tese dela”, diz Kakay.

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