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Justiça trava leilão de obra de 42 milhões de reais de Tarsila do Amaral

Advogado viu inconsistência na avaliação pericial da obra “A Caipirinha”, de 1923.

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 11 ago 2020, 18h21 - Publicado em 11 ago 2020, 18h32

O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou pedido para que o quadro “A Caipirinha”, de Tarsila do Amaral, não vá a leilão. A obra, um expoente do movimento modernista, teria lance mínimo de 42,5 milhões de reais. O montante seria usado para pagar diversos bancos credores que cobram 2,3 bilhões de reais em dívidas empresariais.

Para o advogado Márcio Casado, que representa Carlos Schahin, o perito judicial teria cometido erros técnicos, como afirmar que o verso da obra teria ganho uma nova tela, isto é, uma reentelação. Com a decisão de hoje, nem mesmo o restauro da obra, que estava previsto para os próximos dias, deve acontecer.

O empresário Salim Taufic Schahin adquiriu o quadro na década de 1990. Em 2013, ele teria vendido a obra ao filho, Carlos Schahin, por 240 mil reais – o que é questionado pelos credores. Carlos Schahin afirma que a operação foi legítima e que, portanto, deve ficar com o quadro.

O Tribunal de Justiça de São Paulo deve avaliar o recurso nos próximos meses, o que pode levar inclusive à nomeação de outro perito. Em paralelo, Márcio Casado vai ao STJ certificar que a obra pertence a Carlos Schahin.

Tarsila pintou “A Caipirinha” em 1923, quando vivia em Paris com o namorado Oswald de Andrade.

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