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Juiz autoriza que empresas importem vacinas sem doação para o SUS

Para juiz, doação ao governo de 100% de tudo que as empresas conseguirem comprar é inconstitucional

Por Mariana Muniz Atualizado em 26 mar 2021, 09h42 - Publicado em 25 mar 2021, 17h58

O juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, autorizou três entidades a importar vacinas contra a covid-19 sem que as empresas tenham que doar o que conseguirem comprar para o SUS. A decisão não é definitiva e ainda cabe recurso.

O magistrado entendeu que, além dos problemas técnicos de ordem constitucional, a exigência de doação gerou um retrocesso e acabou desestimulando/impedindo a participação da sociedade privada no processo de imunização contra o coronavírus.

O juiz sustenta, na decisão, que a lei é deficiente e insuficiente para cumprir o papel de garantir o direito fundamental à saúde e à vida dos brasileiros (que serviu de justificativa para a sua edição).

A liminar foi motivada por ações protocoladas pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo e o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais.

“Perceba-se que não se trata de furar fila, de quebrar ordem de preferência na aplicação das vacinas adquiridas pelo Poder Público. Aqui estamos falando de permitir que a força, a competência, a agilidade e o poder de disputa da nossa sociedade civil chegue antes e garanta o máximo possível de doses adicionais da vacina contra a covid-19 para assegurar a saúde e a vida de mais brasileiros”, argumentou Spanholo.

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