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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Intervenção de Bolsonaro gera clima de apreensão no Ministério da Saúde

Falas do presidente sobre isolamento vertical abalam clima de independência das equipes técnicas da pasta

Por Mariana Muniz - 25 mar 2020, 12h03

A ameaça de intervenção direta do presidente Jair Bolsonaro nas diretrizes adotadas pelo Ministério da Saúde, com o pronunciamento desta terça-feira e o anúncio nesta amanhã de um modelo de isolamento vertical menos rigoroso contra o vírus, gerou um clima de apreensão e incerteza nas equipes técnicas da pasta.

Até então, Bolsonaro dava suas declarações discordantes, mas mantinha distância das orientações e recomendações dadas pelo ministério, sob a batuta de Luiz Henrique Mandetta – que, vale lembrar, é médico. O presidente falava, agia, abraçava manifestantes, mas não interferia nas decisões da Saúde.

A aparição do presidente em rede nacional, contudo, foi um ponto de inflexão. Técnicos, diretores, secretários, que até o momento consideravam ter autonomia e independência para decidir sobre como orientar o país a enfrentar a crise do coronavírus, já não têm mais tanta certeza.

Esperam um sinal e alguma definição nas próximas horas.

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