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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Inimigo de Bolsonaro, Moraes atira primeiro nas fake news do PT em 2018

Ministro votou para condenar petista por financiamento ilegal de campanha nas redes, problema que também recai sobre o bolsonarismo

Por Robson Bonin Atualizado em 1 set 2021, 20h44 - Publicado em 1 set 2021, 20h24

Em 2018, o MPF desmontou uma rede de fake news criada pelo PT para alimentar as redes sociais com conteúdos forjados de apoio aos nomes do partido, então fustigados pelas descobertas da Lava-Jato sobre a roubalheira na Petrobras.

Contratados por uma agência de publicidade do candidato petista Miguel Correia, influenciadores digitais usavam perfis pessoais para propagar elogios a Lula — já preso por ordem de Sergio Moro — e a pelo menos uma dúzia de petistas que disputariam as eleições naquele ano.

O esquema, realizado a partir do aplicativo “Brasil feliz de novo” teria movimentado 250.000 reais e só ruiu porque a agência de publicidade do petista deu o calote nos influenciadores, que acabaram denunciando o esquema de elogios fake.

Nesta semana, o TSE finalmente começou a julgar o caso, chegando a formar maioria pela condenação do petista Miguel Correa por abuso de poder econômico. E veja que ironia. O relator do processo que avançou para condenar o petista é Alexandre de Moraes, o inimigo numero um do bolsonarismo.

Votando para condenar um petista, Moraes poderia ficar menos queimado na foto com os raivosos bolsonaristas do 7 de setembro, certo? Nada disso. O ministro também julgará o financiamento ilegal da campanha de Jair Bolsonaro nas redes sociais. O duro voto contra os petistas é, portanto, apenas uma demonstração do que virá para o lado de Bolsonaro e afins.

Para Moraes, Correa, que disputava o Senado, deve ser condenado e declarado inelegível justamente por ter desequilibrado as eleições de 2018 com o esquema ilegal de impulsionamento dos candidatos petistas. “Para o ministro, o caso, embora seja relativo às eleições de 2018, poderá servir de baliza para evitar abusos no pleito de 2022”, registra o TSE.

Significa? Sim. Significa.

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