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Indústria e ambientalistas vão a Lira pela redução dos gases HFCs

Manifesto que será entregue ao presidente da Câmara pede a ratificação da Emenda de Kigali pelo Brasil

Por Mariana Muniz Atualizado em 22 abr 2021, 08h22 - Publicado em 22 abr 2021, 16h30

Um manifesto assinado por representantes da indústria e de entidades de defesa do meio ambiente e dos direitos do consumidor em defesa da ratificação da Emenda de Kigali pelo Brasil será entregue nesta quinta-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

A data escolhida, Dia Mundial da Terra, marca também o início da Conferência do Clima que reúne representantes de 40 países.

O projeto sobre o tema aguarda há um ano e meio para ser votado no plenário. Na avaliação dos signatários da carta, a demora deixa o Brasil ainda mais distante da política de meio ambiente adotada por potências mundiais.

No último dia 16, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou aos líderes da França, Emmanuel Macron, e da Alemanha, Angela Merkel, que a China aceitará a Emenda de Kigali. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também já encaminhou ao Senado americano uma orientação pela aprovação.

A emenda é um adendo ao Protocolo de Montreal e estabelece metas de redução dos gases hidrofluorcarbonetos (HFCs) em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Os mais utilizados no Brasil são até duas mil vezes mais prejudiciais ao efeito estufa do que o dióxido de carbono.

Para os especialistas, além da redução do impacto ambiental, a ratificação abre para a indústria brasileira créditos a fundo perdido do Fundo Multilateral para implementação do Protocolo de Montreal, estimados em US$ 100 milhões, para modernizar fábricas com o objetivo de produzir equipamentos mais eficientes e gerar empregos.

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