Clique e assine com até 92% de desconto
Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Impeachment em Santa Catarina pode levar a novas eleições diretas

Uma das possibilidades ainda não descartadas na comissão mista do impeachment é manter a vice, Daniela Reinerh, no cargo

Por Robson Bonin Atualizado em 9 out 2020, 19h01 - Publicado em 13 out 2020, 07h23

Gente importante que acompanha o trabalho da comissão mista de impeachment em Santa Catarina, avalia que o presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia (PSD), perdeu condições de assumir o governo, a partir da cassação do governador Carlos Moisés e da vice, Daniela Reinehr.

A situação política de Garcia se deteriorou com as revelações do Radar sobre as investigações do MPF que mostram evidências de envolvimento do deputado no esquema de corrupção que vigorou no governo catarinense entre 2011 e 2018.

A comissão mista do impeachment só deve definir o afastamento da dupla do governo no dia 23, mas dois caminhos começam a se desenhar no processo. A saída menos traumática para o estado estaria na absolvição da vice, que só entrou no processo de impeachment por não ter desautorizado os atos do governador — uma teoria bastante controversa — que levaram à abertura do processo.

Livre da cassação, Daniela assumiria o estado e a crise política estaria debelada. A outra saída, mais longa, estaria na cassação da dupla ainda em 2020, o que forçaria a realização de novas eleições diretas no estado. Nos dois cenários, Garcia não conseguirá chegar ao comando do governo catarinense. Poderá até assumir temporariamente, mas não será efetivado. A conferir.

 

Continua após a publicidade
Publicidade