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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Homenagem à PM do Rio vira liberou geral contra ‘bandido vagabundo’

Witzel diz ter vaga para "vagabundo" na cadeia; Eduardo Bolsonaro cita tiros contra "vagabundo"; policiais aplaudem discurso de "encerrar CPF de vagabundo"

Por Evandro Éboli Atualizado em 10 Maio 2019, 11h41 - Publicado em 10 Maio 2019, 11h34

Sessão solene em homenagem aos 210 anos da Polícia Militar, na Câmara, ontem (quinta),  virou um ato contra a “bandidagem”. Autoridades, do governador Witzel ao beligerante Sargento Fahur (PSD-PR), passando por Eduardo Bolsonaro, se revezavam nos discursos contra os “vagabundos”.

Na plateia, algumas dezenas de PMs do Rio, que estão cedidos à Força Nacional de Segurança. Eles usavam esse uniforme. E aplaudiam os discursos. Uns de forma mais protocolar, outros mais entusiasmados.

Witzel, que posou dia desses com uma metralhadora num helicóptero, estava presente.

“Lá no Rio, não vai faltar espaço para colocar vagabundo na cadeia. A prisão tem sempre espaço para colocar vagabundo…Não vão me intimidar. Não vão me intimidar” – discursou o governador.

O deputado Fahur fez o discurso mais inflamado. Encerrou assim:

“E não se esqueçam, hein?! Continuem cancelando CPF de vagabundo!”.

Aplausos gerais.

 

 

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