Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Homem negro vítima de racismo em shopping de SP vai receber R$ 6,6 mil

Educador físico foi acusado de furto por seguranças da Gocil, do empresário Washington Cinel, anfitrião de Bolsonaro em São Paulo

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 20 jul 2021, 21h18 - Publicado em 21 jul 2021, 13h30

A Justiça de São Paulo determinou o pagamento de 6.656 reais a um homem negro que sofreu racismo no shopping Eldorado, na zona oeste da capital, no final de 2018.

O rapaz, professor de uma academia do shopping, foi acusado de furto por funcionários da terceirizada Gocil Serviços de Vigilância e Segurança.

A empresa pertence ao empresário Washington Cinel, que ficou conhecido por oferecer um grandioso jantar a Bolsonaro em abril deste ano, com convidados de peso do mundo corporativo.

O episódio de racismo, que terminou no processo por danos morais, quitado recentemente pela Gocil, aconteceu enquanto o educador físico chegava para trabalhar.

Ao parar o carro no estacionamento, o homem percebeu a movimentação estranha de seguranças no local e, pouco depois, foi surpreendido por policiais militares que o tiraram do carro e iniciaram uma abordagem descrita como truculenta.

Ele foi revistado e teve o veículo vasculhado em busca de “celulares e computadores” roubados.

Ao se defender e explicar que não tinha furtado nenhum aparelho, os policiais falaram com o seguranças que haviam feito o chamado e, depois de verificar que se tratava de um “erro”, pediram desculpas ao homem e o liberaram.

Continua após a publicidade
Publicidade