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‘Guardiões do Crivella’ são maioria em CPI aberta para apurar…guardiões

Em manobra da base do prefeito do Rio, comissão na Câmara de Vereadores para apurar esquema terá presidente e relator governistas

Por Mariana Muniz 30 set 2020, 15h13

A julgar pela composição da CPI da Câmara de Vereadores do Rio aberta para investigar o esquema revelado pela Rede Globo conhecido como “Guardiões do Crivella”, o prefeito da Cidade Maravilhosa não terá muito com o que se preocupar: afinal, a comissão será majoritariamente formada, presidida e relatada por membros de sua base aliada.

Proposta pela vereadora oposicionista Teresa Bergher (Cidadania) com a finalidade de investigar o grupo que atua para impedir reportagens e a divulgação de reações negativas à atual gestão da prefeitura, a comissão será presidida pelo líder do bloco governista, vereador Jorge Manaia (PP). A relatoria ficará a cargo do Bispo Inaldo Silva, do partido de Crivella, o Republicanos.

Por decisão da presidência da Câmara de Vereadores, o bloco governista ficou com três cadeiras da CPI, deixando os opositores com apenas dois assentos. A primeira reunião de formação da comissão, na semana passada, terminou em bate-boca entre Manaia e a oposição. Os governistas se retiraram da sala e derrubaram o quórum da sessão.

“Há uma tradição na Câmara de que o vereador que propõe a CPI é escolhido presidente. Como esta comissão é formada por maioria governista, esta tradição não foi respeitada. Mas não há problema. Não deixarei de fazer o meu trabalho. Vou investigar a fundo os Guardiões do Crivella, como fiz na CPI da Comlurb”, afirma Teresa Bergher.

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