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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governo nega ordem para locutor elogiar Bolsonaro em jogo do Brasil

Mas a nota foi lida ao vivo, durante a transmissão, em nome do secretário Fábio  Wajgarten

Por Evandro Éboli Atualizado em 19 dez 2020, 22h54 - Publicado em 19 dez 2020, 16h13

Em 13 de outubro a seleção brasileira venceu com folga o Peru, por 4 a 2, em partida pelas eliminatórias da Copa do Catar, em Lima.

A partida foi transmitida por uma equipe da estatal EBC, que mantém a TV Brasil.

Um detalhe na transmissão incomodou parte dos torcedores que assistiam ao jogo: o uso político.

A certa altura, o locutor André Marques leu uma nota em nome da EBC e do ‘secretário Fabio Wajgarten’ (secretário-executivo das Minas e Energia),  na qual agradecem a três dirigentes da CBF e que encerra com um  “abraço especial também ao  presidente Jair Bolsonaro, que está assistindo ao jogo”.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) decidiu interpelar o governo e num pedido de informações questionou de quem partiu a ordem para que o locutor lesse essa mensagem. Na resposta, o governo se exime de responsabilidade.

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“Não houve ordem nesse sentido”, informou a resposta do governo, assinada por autoridades da EBC, do Ministério da Minas e Energia e por Felipe Cruz Pedri, secretário de Comunicação Institucional da Presidência da República.

Na sequência, o deputado petista pergunta se a redação e a leitura da mensagem estava prevista no acordo entre a TV Brasil/EBC e a CBF.

A resposta foi “não”.

Alencar comentou a resposta do governo.

“O padrão do governo Bolsonaro é fazer tudo fora da lei e, quando são flagrados, tentam se esquivar da responsabilidade. É o caso do proselitismo na transmissão da partida da seleção. Mas vamos apurar isso até o final”.

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