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Governo lança cartilha para aprovar projeto de Bolsonaro contra terrorismo

Proposta reapresentada pelo líder Victor Hugo cita risco de atentado contra o presidente

Por Evandro Éboli 13 mar 2020, 12h22

Em cartilha que está distribuindo no Congresso e nos setores do governo e militares, o líder do governo, Major Vitor Hugo,  quer pressa para votar projeto de antigo deputado Jair Bolsonaro, que tipifica o terrorismo.

Diz ali com todas as letras que a aproximação desse governo com Israel e Estados Unidos aumenta o risco de algo acontecer ao atual presidente. Alvo de algum ataque mesmo.

E cita também a ameça das “alas radicais” dos movimentos sociais, o que o faz alvo de críticas de setores esquerda, como os partidos políticos e o MST.

Há duas semanas, o major lotou um plenário da Câmara com militares, policiais e ministros do governo para apresentar o tema.

A cartilha e o projeto foram batizados como “ações contraterroristas”. Cria o Sistema Nacional Contraterrorista e tem como inspiração o modelo usado nos Estados Unidos no combate aos ataques terroristas, instituído depois dos ataques de 11 de Setembro. Batizado de Patriot Act.

Entre essas ações está a autorização do uso de identidade falsa pelos agentes que atuarem no combate ao terrorismo e a compra de imóveis nas investigações.

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Será criado um cadastro nacional de locais vulneráveis a um atentado, como pontos de alta concentração de pessoas até hidrelétricas e represas.

​​​​​​​O militar ou civil envolvido pode pegar até quatro anos se recusar a cumprir alguma tarefa contraterrorista. Será instituída até uma Medalha de Mérito Contraterrorista, para quem se destacar nessas ações.

Abaixo, a cartilha com o projeto de Bolsonaro.

///Reprodução

 

 

 

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