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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governismo tenta traduzir eleitoralmente estrago de Bolsonaro na Petrobras

Presidente fala ao seu público cativo, ainda que prejudique seriamente a imagem do país no mercado internacional

Por Robson Bonin Atualizado em 22 fev 2021, 12h55 - Publicado em 22 fev 2021, 14h31

As falas de Jair Bolsonaro mexeram com o mercado e ofuscaram o discurso liberal do governo, mas têm o objetivo de interferir, na verdade, é com a popularidade eleitoral do governo, dizem aliados próximos do presidente.

Diante do atraso no auxílio emergencial e da falta de vacina nos estados, Bolsonaro, com seu novo barulho, virou o noticiário e o debate nas redes, o que basta para esse povo que não se preocupa com a imagem do país lá fora. Falando ao seu eleitorado, o presidente ofuscou o noticiário da crise social e de saúde para se tornar o defensor da gasolina mais barata.

O presidente pode até não cumprir as ameaças que faz inclusive no setor elétrico (Bento Albuquerque, o ministro de Minas e Energia jura que nada mudará), mas já colheu os frutos do populismo.

Para aliados do governo, é o que importa: “Bolsonaro falou ao seu eleitorado, mostrou que, por ele, a gasolina seria mais acessível. Essa é a mensagem que quer passar”, diz um interlocutor do presidente.

Pode até ser que o universo do presidente se limite mesmo ao plano de reeleição e de agrado ao seu eleitorado cativo, mas o fato é que esse movimento na Petrobras já provoca profundos estragos na imagem do país, inclusive para a política de atração de investimentos.

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