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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governadores do Nordeste anunciam plano de crise sem Bolsonaro

‘Na ausência de efetiva coordenação nacional, buscaremos avançar na integração regional’, diz carta

Por Mariana Muniz - Atualizado em 27 mar 2020, 18h21 - Publicado em 27 mar 2020, 18h14

Depois de o presidente Jair Bolsonaro ir à televisão nesta sexta-feira para continuar estimulando o desrespeito ao isolamento social como forma de combater a pandemia de coronavírus, os governadores do Nordeste decidiram divulgar uma carta em que anunciam que irão formar uma frente de combate ao vírus apartada do governo federal.

Nela, anunciam a criação de um plano de crise sem Jair Bolsonaro, e dizem que irão continuar “orientados pela ciência e pela experiência mundial”. A manifestação é resultado de uma reunião por videoconferência realizada pelos chefes dos executivos estaduais também nesta sexta.

“Na ausência de efetiva coordenação nacional, que deveria ser assumida pelo Governo Federal, em articulação com os demais entes federativos, buscaremos avançar na integração regional e com as demais regiões, mobilizados pelo objetivo de salvar vidas e amenizar os impactos negativos sobre a economia dos estados. Acreditamos também que o Congresso Nacional tem papel decisivo no atual momento da vida brasileira”, afirmam.

Ainda segundo o documento, ao qual o Radar obteve com antecedência, os governadores Rui Costa, Renan Filho, Camilo Santana, Flávio Dino, João Azevedo, Paulo Câmara, Wellington Dias, Fátima Bezerra e Belivaldo Chagas, manifestam “profunda indignação” com a postura do governo federal, que “contraria a orientação de entidades de reconhecida respeitabilidade, como a OMS”.

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Para eles, a iniciativa de ignorar o isolamento social como forma de conter o avanço do coronavírus “representa um verdadeiro atentado à vida”. Os gestores também pedem respeito por parte da Presidência da República e dizem esperar que parem “imediatamente as agressões contra os governadores, assumindo-se um posicionamento institucional, com seriedade, sobre medidas preventivas”.

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