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Governadores divulgam carta sobre colapso de medicamentos no país

Chefes dos estados pedem providências do governo Bolsonaro diante de 'irregularidades no abastecimento do SUS' de medicamentos de intubação

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 18 mar 2021, 19h49 - Publicado em 18 mar 2021, 19h07

Carta divulgada há pouco por 13 governadores pede a adoção de providências urgentes pelo governo de Jair Bolsonaro de modo a regularizar o suprimento de medicamentos utilizados para intubação de pacientes com Covid-19 no país.

“Diante da atual conjuntura de grave crescimento do número de casos da doença registrados nas últimas semanas, faz-se necessário reiterar a preocupação relatada pelo referido Conselho, em diversas oportunidades, no gabinete de crise do Ministério da Saúde, sobre irregularidades no abastecimento do SUS com medicamentos bloqueadores neuromusculares, anestésicos e sedativos, utilizados na indução e manutenção de tratamento, por meio de Intubação Orotraqueal – IOT, em pacientes com Covid-19”, registram os governadores.

Os governadores revelam o grave quadro de desabastecimento segundo o qual “ao menos 11 medicamentos estão em falta ou em baixa cobertura (entre 0-20 dias) em mais de 10 estados”. “Notadamente, a situação mais grave refere-se aos bloqueadores neuromusculares, que estão em falta ou em baixa cobertura (entre 0-20 dias) em pelo menos 18 estados”, registra a carta.

Os governadores pedem a “promoção de compras emergenciais, a serem realizadas intensivamente e de forma contínua pelo período mínimo de 60 dias, levando-se em consideração quantidades suficientes para distribuição a todas as Unidades Federativas de forma linear, com base no consumo médio e na cobertura de todos os locais de atendimento do SUS onde o procedimento de IOT é realizado em pacientes com Covid-19”.

Pedem ainda “prioridade e celeridade” na compra dos medicamentos e a “realização de aquisições internacionais, com a urgência que o momento exige, contando com o apoio logístico da Força Aérea Brasileira, alicerçadas por meio de tratativas diplomáticas junto a países e entidades estrangeiras, ressaltando a gravidade da emergência humanitária no Brasil”.

Os governadores também pedem “estabelecimento de conduta nacional” para adiar por no mínimo 60 dias todas as cirurgias eletivas, nos setores público e privado.

Assinam a carta os governadores Wellington Dias, do Piauí, Waldez góes, do Amapá, Rui Costa, da Bahia, Camilo Santana, do Ceará, Renato Casagrande, do Espírito Santo, Flávio Dino, do Maranhão, Mauro Mendes, do Mato Grosso, Helder Barbalho, do Pará, João Azevêdo, da Paraíba, Paulo Câmara, de Pernambuco, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Belivaldo Chagas, do Sergipe.

Leia a íntegra da carta.

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