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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia e Mariana Muniz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Gestão temporária do Maracanã por Flamengo e Fluminense faz dois anos

Sem previsão de nova licitação, estádio sofre com problemas estruturais; Tribunal de Contas cobrou agilidade do governo estadual

Por Mariana Muniz Atualizado em 31 mar 2021, 19h53 - Publicado em 31 mar 2021, 17h30

No próximo dia 18 completam dois anos que Flamengo e Fluminense assumiram a gestão do Maracanã, depois que o então governador do Rio Wilson Witzel rompeu o contrato com a Odebrecht e entregou a gestão aos clubes.

A promessa era de que em quatro meses começaria um processo de licitação – mas de lá pra cá não houve muito movimento para que a medida de fato se concretizasse. Em setembro do ano passado, o governo anulou o Procedimento de Manifestação de Interesse com as propostas dos candidatos à concessão de 35 anos do estádio.

Nesta semana, o Tribunal de Contas do Estado cobrou um novo pregão por parte do governo estadual, agora sob a gestão do governador em exercício, Claudio Castro.

Enquanto isso, o Maracanã, símbolo do futebol brasileiro, se deteriora e os investimentos não acontecem nem na cobertura e nem na parte estrutural. O motivo é óbvio: sem a garantia de que serão os gestores, os times fazem a manutenção, mas não apostam em obras que exigem tempo e dinheiro.

 

ATUALIZAÇÃO, ÀS 19H53 de 31/03/2021: A assessoria de imprensa da Casa Civil do governo do Rio de Janeiro procurou o Radar para informar que “publicou no dia 10/3, um decreto nomeando as comissões técnica e especial de licitação para iniciar a nova concessão do complexo do Maracanã. A estimativa é que toda a ação seja concluída até o final de outubro deste ano”. Em nota, o governo afirmou ainda que “Flamengo e Fluminense têm uma permissão de uso, em caráter provisório, para o utilização do espaço. Este documento inclui várias responsabilidades, entre elas, a manutenção do complexo” e que mantém “uma equipe que realiza a fiscalização da gestão e operação do Maracanã e atua diretamente na interlocução com os dois clubes. Não há relato de descumprimento dos termos. Mensalmente, os clubes prestam conta das responsabilidades assumidas, dentre elas os gastos com manutenção”.

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