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General de Bolsonaro rebate Celso de Mello: ‘Respeite o presidente’

Luiz Eduardo Ramos censurou o decano do STF nas redes por comparar bolsonarismo ao nazismo

Por Robson Bonin - Atualizado em 1 jun 2020, 17h21 - Publicado em 1 jun 2020, 15h50

Luiz Eduardo Ramos não mostrou indignação quando Abraham Weintraub decidiu comparar a investigação do STF contra o gabinete do ódio a lances históricos do nazismo. O ministro da Educação, que abandonou a pasta para virar militante político em período integral, calibrou mal o tiro e acabou revoltando a comunidade judaica, uma das principais alas apoiadoras de Bolsonaro, ao comparar uma operação da Polícia Federal contra o bolsonarismo aloprado à noite dos cristais.

Neste fim de semana, em uma fala pessoal que acabou sendo vazada, o decano do STF abraçou a analogia do ministro da Educação para dizer o seguinte: “Guardadas as devidas proporções, o “Ovo da Serpente”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933), parece estar prestes a eclodir no Brasil! É preciso resistir À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA, DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919, impondo ao País um sistema totalitário de poder”.

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Ministro da Secretaria de Governo do Planalto, Ramos abandonou o papel de articulador político com o Congresso para assumir as funções moderador do Judiciário. Não pregou a prisão de nenhum ministro do STF, como o amigo Weintraub, mas disse o seguinte: “Comparar o nosso amado Brasil à ‘Alemanha de Hitler’ nazista é algo, no mínimo, inoportuno e infeliz. A democracia brasileira não merece isso. Por favor, respeite o presidente Bolsonaro e tenha mais amor à nossa Pátria!”

Em tempo, Ramos é um dos ministros mais ponderados do governo. Passou a ser alvo de Bolsonaro e da ala aloprada por não perder tempo nas redes como faz o amigo Augusto Heleno, chefe do serviço secreto e comentarias oficial do palácio. Na famosa reunião de 22 de abril, Bolsonaro cobrou a atuação de todos os ministros em defesa do seu mandato. Daí a aparição de Ramos nesta segunda.

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