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General chamado de ‘melancia’ por Bolsonaro foi amicíssimo de Ustra

Rocha Paiva já bateu boca com militante de esquerda no depoimento do coronel do Doi-Codi. Agora, é alvo do presidente por ter defendido nordestinos.

Por Evandro Éboli - Atualizado em 22 jul 2019, 14h53 - Publicado em 21 jul 2019, 14h10

Alvo de Jair Bolsonaro neste domingo, o general Rocha Paiva tem uma ligação forte com um dos símbolos da linha dura do Exército durante a ditadura. Foi amicíssimo de Carlos Brilhante Ustra, apontado como um torturador e que comandou o temido Doi-Codi de São Paulo nos anos de chumbo.

No depoimento de Ustra à Comissão da Verdade, em maio de 2013, ele e outro general bateram boca com um antigo militante de esquerda que depôs como vítima de tortura do coronel do Doi.

Paiva é próximo até hoje da família Ustra. Durante a missa em homenagem ao 31 de março este ano, numa igreja frequentada por militares, ele ficou o tempo inteiro ao lado de Joseita Ustra, viúva do militar.

Dias antes, ao tomar posse na Comissão de Anistia, ele disse ao Radar que considera Ustra um “herói”.

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Bolsonaro também considera Ustra um herói e o citou no seu voto no impeachment de Dilma.

O presidente chamou Paiva de “melancia” – verde por fora e vermelho por dentro – por ele ter criticado a declaração de Bolsonaro se referindo aos nordestinos como “paraíbas”. Disse que ele se alia do PCdoB – do governador Flávio Dino, do Maranhão – para o chamar de “antipatriótico” nesse caso.

 

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