Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Família e proximidade com Bolsonaro tiram ministro de posto em Israel

Luiz Eduardo Ramos teve uma conversa com o presidente e descartou assumir posto diplomático

Por Robson Bonin - 14 jan 2020, 12h23

Há duas semanas, o Radar mostrou que o general Luiz Eduardo Ramos era cotado para o posto de embaixador do Brasil em Israel. Ao Radar, ele chegou a dizer que a missão diplomática não era “algo que esteja no meu radar, mas sou um soldado do governo”.

O Radar também mostrou que a escolha de Ramos alegraria setores da caserna interessados em ver um general ocupando o posto. Coube, porém, ao próprio Ramos colocar uma pedra no assunto.

Em uma conversa recente com Jair Bolsonaro, ele foi questionado pelo presidente sobre o assunto e tratou de abrir mão. “Eu disse ao presidente que era um soldado dele, que não tinha saído de São Paulo para fazer outra coisa que não servir ao próprio presidente. Ele até gostou da minha franqueza”, disse Ramos.

Outro fator pesou para Ramos desconsiderar a vaga de embaixador, a família. Em Israel, Ramos ficaria longe da neta e dos filhos. Apesar de ter refugado, Ramos saiu do episódio fortalecido. As alas de assessores do Planalto — classificadas pelo ministro como um “serpentário” –, que espalhava intrigas sobre sua possível demissão teve provas suficientes de que Bolsonaro gosta dele.

Publicidade