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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Falta de recursos pode travar projetos e sufocar programas militares

Área econômica do governo, segundo fontes militares, vem vetando aquisição de importantes equipamentos nas Forças Armadas

Por Robson Bonin Atualizado em 27 abr 2021, 08h52 - Publicado em 27 abr 2021, 08h31

Com o corte de 1,5 bilhão de reais no Orçamento — 400 milhões somente na conta do Exército –, as Forças Armadas vão ficar sem dinheiro para tocar com a celeridade necessária os projetos de modernização de equipamentos, o que obrigará os comandantes a paralisar atividades subsidiárias, que são aquelas de apoio a civis e outros órgãos do governo, e alongar cronogramas.

Uma fonte da cúpula militar avalia que há risco real de faltar recurso para a Operação Pipa no Nordeste, para o patrulhamento de fronteira e até para combustível das aeronaves de FAB que apoiam o combate à pandemia, por exemplo.

A área econômica do governo, na avaliação dessa fonte militar, vê investimento nas Forças Armadas como supérfluo e vem vetando aquisição de importantes equipamentos.

Para piorar, Paulo Guedes e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, são notórios desafetos. O novo chefe da Defesa foi enquadrado por Guedes na famosa reunião ministerial de 22 de abril de 2020, quando recebeu uma aula de história sobre o que foi o Plano Marshal.

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