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Fachin nega mais prazo para Aécio em inquérito sobre propina

Ministro do STF não viu justificativa para que defesa tenha mais tempo para apresentar resposta à denúncia oferecida pela PGR em maio de 2020

Por Mariana Muniz Atualizado em 25 mar 2021, 12h37 - Publicado em 25 mar 2021, 13h28

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido feito pela defesa do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para que o prazo de apresentação de resposta à denúncia fosse dobrado. A solicitação de maior tempo foi feita pelos advogados do tucano em razão da pandemia.

Mas o ministro, relator do caso, entendeu que “mesmo sob o viés da emergência sanitária ocasionada pelo novo coronavírus”, o pedido não podia ser atendido. Aécio foi denunciado em maio de 2020 pela PGR por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo suposto recebimento de 65 milhões de reais em propina das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. 

Fachin afirmou que os fatos narrados na denúncia “não são desconhecidos da defesa” e que as ferramentas tecnológicas “existentes de reunião simultânea propiciam a interlocução necessária entre os defensores e o acusado sem qualquer prejuízo às recomendações sanitárias”.

O ministro também lembrou que as dificuldades alegadas pela defesa de Aécio também foram vividas pelos advogados de outros denunciados no inquérito, o que não impediu a apresentação do material dentro do prazo.

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