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Ex-companheira de Dilma na prisão vai deixar a Comissão de Anistia

A advogada Rita Sipahi vai comunicar a Damares que nova composição do grupo, cheio de militares, não condiz com o trabalho da comissão

A advogada Rita Sipahi, ex-militante política durante a ditadura, irá deixar a Comissão de Anistia, que integra há dez anos. O motivo: os rumos que estão sendo tomados pelo grupo no governo Bolsonaro.

A ministra Damares Alves nomeou para esse colegiado seis militares, com posições contrárias ao reconhecimento pelo Estado de violações cometidas naquele período. O Ministério Público pediu que fossem exonerados.

Rita foi companheira de prisão da ex-presidente Dilma Rousseff durante a ditadura. No início dos anos 70, elas ficaram presas na Torre das Donzelas, ala feminina do presídio Tiradentes, em São Paulo, que recebeu os opositores do regime. Rita ficou presa durante onze meses e alguns dias. Quase um ano.

Na Comissão de Anistia, a conselheira representava as entidades de anistiandos. A decisão da saída de Rita foi coletiva. Esses grupos se reuniram e optaram por essa medida.

A carta com a renúncia da amiga de Dilma será entregue amanhã, terça, a ministra Damares.

 

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