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Ex-chanceler blogueiro será nova dor de cabeça do governo Bolsonaro na CPI

Depoimento na CPI do ex-ministro das Relações Exteriores do governo Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, está marcado para esta terça-feira

Por Gustavo Maia Atualizado em 17 Maio 2021, 10h03 - Publicado em 17 Maio 2021, 06h05

Com praticamente todas as atenções voltadas para a participação do general Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia no Senado, marcada para a quarta-feira, o Palácio do Planalto deverá ter a próxima dor de cabeça na comissão já nesta terça, com o depoimento do blogueiro e ex-chanceler Ernesto Araújo.

Depois de uma semana repleta de más notícias para o governo na CPI da Covid, esta já vai começar com um depoente que tem pouquíssimos amigos no Senado, mesmo entre governistas, foi defenestrado do time de Jair Bolsonaro há pouco há menos de dois meses e já demonstrou publicamente que não tem a mesma lealdade de antes ao presidente.

Araújo, por sinal, não deve ganhar como prêmio de consolação um posto no exterior. Segundo um integrante da cúpula do Itamaraty, a tendência é que o olavista fique em Brasília mesmo, mas ainda não se sabe em que função.

Outro detalhe: enquanto o ex-ministro da Saúde era exaustivamente treinado pela equipe do Planalto, com direito a uma questionável visita de Onyx Lorenzoni depois de adiar o seu depoimento alegando receio de ter contraído a Covid-19, Araújo “curtia” férias depois de mais de dois anos à frente do Itamaraty.

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Na comissão, ele deve enfrentar um batalhão de perguntas sobre a política externa do governo com relação às vacinas e também a remédios sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus, como a cloroquina. E também deverá ter que responder sobre sua turbulenta relação com a China, que pode ter custado ao Brasil o atraso na produção de imunizantes.

Vale lembrar que, no começo do mês, o dono do blog “Metapolítica 17 – contra o globalismo” foi ao Twitter fazer um desabafo sobre sua passagem e saída do governo. E deixou escapar críticas ao ex-chefe. “Hoje o povo brasileiro tem a oportunidade de recuperar sua esperança, ao pedir ao PR Bolsonaro simplesmente que ele volte a ser o Presidente eleito em 2018, aquele que prometeu derrotar o sistema, o líder de uma transformação histórica e constitucional, o portador de uma missão”, escreveu.

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