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Evangélicos dizem que Barroso atenta contra a liberdade religiosa

Magistrado do STF proibiu nesta quinta missões em aldeias indígenas isoladas durante a pandemia de Covid-19

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 24 set 2021, 12h57 - Publicado em 24 set 2021, 12h14

A Frente Parlamentar Evangélica divulgou há pouco uma nota de repúdio ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que nesta quinta determinou a proibição de missões religiosas em aldeias indígenas isoladas.

Segundo Barroso, o momento de pandemia exige um cuidado maior com os povos isolados, já que eles são mais suscetíveis a sofrerem de doenças graves trazidas por pessoas de fora. O ministro determinou que a União monte barreiras sanitárias para proteger as populações que vivem em comunidades isoladas. No escopo dessa decisão, o magistrado proibiu, por enquanto, a ida de grupos missionários religiosos a esses locais.

De acordo com a nota da frente parlamentar, a decisão de Barroso, ainda que tenha o princípio de resguardar os povos do contágio da Covid-19, é uma afronta a “liberdade religiosa e a separação de poderes”. O documento lembra da atuação histórica de denominações evangélicas junto a povos indígenas, sobretudo na Amazônia, com a anuência da Funai.

“Sendo assim, a decisão do Ministro Barroso consiste em verdadeira perseguição e uma tentativa de impedimento das atividades missionárias junto aos povos indígenas do Brasil justamente em um momento em que precisam de apoio, como o da atual pandemia de Covid-19”, afirma a frente.

O grupo classificou a decisão como “anticristã” e “antidemocrática” e disse que ela foi tomada pelo ministro com o “simples intuito de promover acintosamente uma perseguição ideológica e religiosa aos missionários cristãos”.

 

 

 

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