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Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Escritório onde trabalha a primeira-dama do Rio também é alvo da PF

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca nos estados de São Paulo e no Rio na 'Operação Placebo'

Por Robson Bonin Atualizado em 26 Maio 2020, 08h16 - Publicado em 26 Maio 2020, 07h45

A Polícia Federal deflagrou nesta terça uma operação para cumprir mandados de busca na residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. O escritório onde trabalha a primeira-dama, Helena Witzel, que é advogada, também é alvo das buscas.

O Radar apurou que não há mandado de prisão contra o governador e que os mandados foram expedidos pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, a partir do inquérito que investiga as compras emergenciais do governo na pandemia.

A Polícia Federal batizou a ação de “Operação Placebo”. “Elementos de prova, obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal naquele estado foram compartilhados com a Procuradoria-Geral da República no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro”, diz a PF.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca nos estados de São Paulo e no Rio. 

O inquérito aberto a pedido da PGR no STJ investiga gastos de 1 bilhão de reais na construção de hospitais de campanha durante a pandemia no Rio. Os valores dos contratos sem licitação incluem compra de respiradores, máscaras e testes rápidos, mas a maior parte do dinheiro, cerca de 836 milhões de reais, foi destinada à Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas).

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  • Na edição de VEJA que está nas bancas, os repórteres Cássio Bruno, Thiago Bronzatto e Laryssa Borges revelam detalhes da investigação da PGR sobre um esquema de propina envolvendo liberação de pagamentos atrasados a fornecedores do governo do Rio mediante pagamento de comissões que chegam a 30%.

    Os personagens reluzentes na narrativa que já rendeu algumas décadas de prisão ao bando de Cabral são o Pastor Everaldo e André Moura, dois nomes famosos do time de Witzel.

    “Em menos de um ano, segundo ele, o esquema teria arrecadado cerca de 30 milhões de reais com a cobrança de 20% a 30% do valor de cada fatura paga”, registra a reportagem.

    Citado como “chefe supremo” nas mensagens do esquema de corrupção, Witzel está na mira do candidato a delator Arthur Soares, o ‘Rei Arthur’. O Radar mostrou na sexta que ele prometia entregar um novo carregamento de provas contra o governador do Rio.

    Além de montar um balcão de negócios para cobrar propina de até 30% na liberação de pagamentos atrasados a fornecedores, o governo do Rio levou a roubalheira para as compras emergenciais na pandemia.

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