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Escândalo no TJ da Bahia tem ‘queima de arquivo’ e lances de máfia

PF deflagrou operação nesta terça para desmantelar quadrilha no coração da corte baiana

Por Robson Bonin - 19 nov 2019, 09h59

O esquema de venda de sentenças de desembargadores do TJ da Bahia tem lances de filme de máfia. Um dos personagens da trama é José Valter Dias, um borracheiro, que acabou sendo usado para adquirir terras da Fazenda São José, com 360.000 hectares no Oeste baiano, o equivalente a cinco vezes o território da capital Salvador.

As decisões judiciais que possibilitaram desapropriações de terras para a formação de tamanho latifúndio em nome de laranjas teriam custado 1,8 milhão de reais em propina paga à desembargadora Maria da Graça Osório.

O responsável pela negociação do dinheiro sujo em troca da decisão, Genivaldo dos Santos Souza, foi executado em praça pública à luz do dia, com oito tiros, em julho de 2014, três meses depois da operação.

Um guarda municipal, Otieres Batista, identificado como executor de Genivaldo também acabou morto em uma emboscada “com características de execução em setembro de 2018, numa possível operação de queima de arquivo”.

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