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Entre Guedes e Flávia Arruda, Bolsonaro ficou com a nova ministra

Presidente aceita plano do Congresso para solucionar questão do orçamento sem cortar toda a gordura que desejava o ministro da Economia

Por Robson Bonin Atualizado em 31 mar 2021, 19h59 - Publicado em 1 abr 2021, 06h01

Flávia Arruda, a nova comandante da articulação política do Palácio do Planalto começou o trabalho nesta quarta impressionando os líderes do Congresso.

Nessa discussão do Orçamento da União, um rolo no qual Paulo Guedes lutava para tentar cortar 31,9 bilhões de reais inflados no orçamento de emendas parlamentares, os parlamentares conseguiram derrotar o chefe da Economia com requintes de crueldade: com o apoio de Jair Bolsonaro.

Segundo um importante líder do Parlamento, Arthur Lira costurou nesta quarta juntamente com a nova ministra da Secretaria de Governo uma saída para viabilizar o fim da novela orçamentária. Pelo plano, O orçamento aprovado no Congresso será sancionado com corte de 10 bilhões de reais. O resto seria acomodado em engenharias burocráticas.

Tudo desenhado, o Planalto levou a Guedes o plano. O ministro da Economia prontamente vetou a ideia, dizendo que o corte deveria ser maior para seguir o teto de gastos. Estabeleceu-se então um impasse. O Congresso querendo a proposta de Lira e Flávia. Guedes brigando pelos 31,9 bilhões de reais. Bolsonaro, o juiz, ficou com o Congresso.

“O presidente percebeu que esse dinheiro que o Guedes quer cortar é justamente o orçamento da reeleição, das obras. Não dá para tirar”, disse ao Radar um parlamentar governista.

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