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Entidades da Igreja Católica repudiam votação do ‘PL da grilagem’

Bispos chamam votação surpresa de projeto que flexibiliza regras fundiárias de "afrontosa"

Por Mariana Muniz Atualizado em 28 abr 2021, 12h52 - Publicado em 28 abr 2021, 15h29

Com todas as atenções voltadas para a CPI da Covid-19, o Senado antecipou para esta quarta a votação do PL 510/2021, projeto de lei que flexibiliza as regras de regularização fundiária de terras da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) — conhecido como “PL da Grilagem”. 

A inclusão abrupta da proposta não passou despercebida e tem sido alvo de duras críticas por parte de quem atua na defesa do meio ambiente. É o caso de um grupo de líderes católicos que inclui arcebispos, bispos e estudiosos do assunto.

O presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica, dom Erwin Krautler, disse que é “afrontoso que logo depois da Cúpula do Clima, os senadores e senadoras coloquem em votação um projeto que abre brechas para a grilagem de terras públicas, bem como invasões, desmatamento e titulação irregular”.

“Mais uma vez os povos da Amazônia, do Cerrado e de outros biomas estão ameaçados com um projeto previsto para ser votado no Senado Federal. O PL510, que trata sobre a regularização fundiária, não pode ser aprovado porque trata de questões que ferem a dignidade da pessoa humana, promovem mais violência no campo e desfiguram a Criação de Deus”, afirma o arcebispo de Porto Velho e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Dom Roque Paloschi.

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