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Entidade vê ‘sacrifício’ de idosos com fim de dedução de saúde no IR

Sindifisco critica qualquer proposta do governo de extinguir as deduções com gastos médicos

Por Mariana Muniz Atualizado em 27 ago 2020, 19h39 - Publicado em 27 ago 2020, 18h31

O Sindifisco Nacional chamou de “desatino” qualquer proposta de extinguir as deduções com gastos médicos do imposto de renda para financiar o Renda Brasil e disse que mudança aventada por Guedes é “aumento de impostos para assalariados e sobretudo para aposentados na faixa acima de 60 anos”.

De acordo com nota emitida pela entidade nesta quinta-feira, caso o governo queira mais recursos para a assistência social e investimentos, “precisa ter a coragem de discutir com seriedade a flexibilização do teto de gatos”.

“Do jeito que estamos, a própria arrecadação tem sido colocada em segundo plano, pois o Governo fica impedido de investir e de aumentar o cobertor social que o país precisa. A lógica orçamentária tende a levar o país para uma crise fiscal cada vez mais grave”, dizem os auditores fiscais da Receita.

O Sindifisco argumenta que “longe de ser privilégio dos mais ricos, quem pode deduzir as despesas médicas na declaração anual do IRPF são basicamente os assalariados, já que os mais ricos recebem seus rendimentos via distribuição de lucros e dividendos de suas empresas, isentos de IRPF”.

“Em resumo, a medida propõe tirar da classe média assalariada os recursos para bancar o Renda Brasil, e especialmente dos idosos, que são o grupo que mais utiliza a dedução das despesas médicas”, continuam.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou a 29,6 milhões o número de pessoas acima dos 60 anos de idade.

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