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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Enfermeiros reagem à incitação de Bolsonaro sobre vídeos em hospitais

"É um ato descabido", reage diretor do Cofen; Bolsonaro estimulou seus apoiadores ontem a invadirem hospitais e filmarem leitos

Por Evandro Éboli - Atualizado em 12 jun 2020, 16h19 - Publicado em 12 jun 2020, 16h43

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) classificou como “descabida” a incitação feita por Jair Bolsonaro a seus seguidores para que invadam hospitais públicos e de campanha e façam gravações em vídeo sobre a situação dos leitos. Se, de fato, estão ocupados por pacientes com a Covid-19.

“Arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tem feito isso, mas mais gente tem que fazer pra mostrar se os leitos estão ocupados ou não”, disse o presidente em sua live ontem.

Gilney Guerra, conselheiro do Cofen, classificou como “descabida” a incitação do presidente.

“Se, de fato, tem leito vazio, é um alívio. É sinal que a doença está sendo controlada. Mas a tendência é a doença se espalhar e o medo é que se repitam colapso como o que ocorreram em Manaus e como está acontecendo no Pará. É dramático assistir essas imagens de pacientes entubados num corredor”, disse Guerra.

“Agora, é descabida estimular as pessoas a entrarem em hospitais e fazerem vídeos. Até porque podem ser produzidos vídeos ilegais e clandestinos. É um estímulo a produção de fake news. Há meios legais para investigar se há desvios. Tem Ministério Público, tem a polícia. É descabido o presidente incentivar esse tipo de ato, que consideramos algo clandestino.

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