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Embaixadora que agrediu empregada não deve ser punida no Brasil

Explicação está na imunidade de que Marichu Mauro desfruta, prevista na Convenção de Viena

Por Mariana Muniz Atualizado em 28 out 2020, 18h00 - Publicado em 29 out 2020, 12h30

O Brasil não deverá adotar nenhuma medida judicial no caso da embaixadora das Filipinas que foi filmada agredindo a sua empregada doméstica na residência oficial da representação do país em Brasília — e que chocou a comunidade diplomática na última segunda-feira.

Pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, da qual o Brasil é signatário, Marichu Mauro é protegida pela imunidade diplomática e penal um obstáculo para que ela seja processada, autuada e investigada pela Justiça brasileira.

Por isso, a avaliação de interlocutores do Itamaraty ouvidos pelo Radar é de que não seria possível para o governo brasileiro executar qualquer procedimento administrativo ou judicial contra ela.

As mesmas fontes ainda afirmam que o máximo que pode ser feito é na esfera política. E como já foi chamada de volta a Manila pelo governo de Rodrigo Duterte, caberá às Filipinas tomarem as providências cabíveis, inclusive na esfera judicial.

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