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Em despachos ao STF, Raquel Dodge trucida Geddel e Lúcio Vieira Lima

PGR acusa irmãos de usarem laudo pericial assinado por policiais civis e, portanto, proibidas de fazerem o serviço

Por Gabriel Mascarenhas - 28 nov 2018, 08h03

Raquel Dodge desancou Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado federal Lucio Vieira Lima, em dois despachos enviados a Edson Fachin, no inquérito aberto para investigar como a dupla ganhou seus incríveis 51 milhões de reais.

A PGR listou artimanhas da defesa para atrapalhar o andamento da ação e, segundo ela, forçar a redistribuição do caso à primeira instância, ou seja, à estaca estaca zero.

“O processo caminha para a frente – não o contrário”, escreveu Raquel num dos documentos.

Mas não só. Ela esculhambou a insistência da abastada família e guardar segredo sobre de onde veio a fortuna.

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“Os réus não se dispuseram a explicar a origem de 51 milhões por eles ocultados. Mantiveram-se calados(…). Não infirmaram o mérito das acusação, nem as provas da imputação feita na denúncia”, resumiu a PGR.

Raquel também questionou, para dizer o mínimo, o trabalho de duas técnicas contratadas para rebater a perícia feita pela Polícia Federal e que identificou a resquícios das impressões digitais de Geddel e de um assessor de Lúcio nas cédulas.

“Ao sustentar a invalidade dos vestígios, a defesa louva-se em análise técnica feita por especialistas que não adotaram as mínimas basilares condições para acesso ao material”, afirma.

A PGR reproduz uma análise da própria PF para justificar a afirmação: “as profissionais fizeram uso de um aparelho celular e uma lanterna na busca de captar imagens dos fragmentos. Tal cena não precisa de maiores comentários”, citou Raquel.

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Ao fim, ela acusou as tais técnicas de terem feito um bico ilegal para Geddel e Lucio. De acordo com a PGR, ambas são policiais civis, uma da Paraíba e outra de Minas Gerais, e, portanto, submetidas a regime de dedicação exclusiva.

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