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’Eleição de 2022 pode ser a última’, diz Freixo sobre ‘risco’ Bolsonaro

Deputado e Flávio Dino filiaram-se ao PSB na manhã desta terça-feira, 22.

Por Lucas Vettorazzo 22 jun 2021, 13h25

Durante o evento que marcou a filiação do deputado federal Marcelo Freixo e do governador do Maranhão, Flávio Dino, ao PSB, os políticos disseram que derrotar Jair Bolsonaro nas urnas no ano que vem seria uma forma de salvar a democracia brasileira. Os novos filiados pediram unidade nacional contra o presidente na disputa do ano que vem. 

Segundo Freixo, a próxima eleição poderá ser a última que essa geração de políticos participa, já que está cada vez mais claro que Bolsonaro pretende tentar um golpe em caso de o pleito não sair como ele planeja. Isso abriria a possibilidade de um longo período de supressão de direitos, algo que Freixo disse estar disposto a combater. 

“A eleição de 2022 vai ser a mais importante da nossa história até porque pode ser a última. A democracia está em risco e a nossa responsabilidade é muito grande”, disse. 

Já Dino comparou a ascensão de Bolsonaro ao poder ao surgimento do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália no pré-segunda guerra mundial. Segundo ele, a sociedade desses países, incluindo os intelectuais, entidades civis e partidos de esquerda, falharam ao antecipar o horror que se instalava no Estado. Parte grande da sociedade brasileira, disse ele, também falhou ao não antecipar, por exemplo, em 1964, os 20 anos de escuridão que viriam com a ditadura militar no país.

O governador do Maranhão disse que “a eleição do ano que vem será um plebiscito entre os que querem a continuidade da democracia e aqueles que querem continuar com o projeto de extermínio nacional de Bolsonaro”.

“Não podemos cometer erros. Derrotar Bolsonaro não é tarefa de poucos ou muitos. É tarefa de todos e para isso precisamos nos unir”, disse Dino.

Os políticos se filiaram ao PSB em cerimônia no fim da manhã desta terça, 22, em Brasília. Freixo deixou o PSOL e Dino, o PCdoB. 

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