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‘Economist’ destaca medo de Bolsonaro após caso Marielle

Revista britânica destaca ainda o silêncio do extremista Bolsonaro

Por Ernesto Neves Atualizado em 22 mar 2018, 16h58 - Publicado em 22 mar 2018, 16h15

A edição desta semana da revista inglesa “The Economist” traz um artigo sobre a execução da vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.

“A polícia falhou em controlar a violência. E o Exército não está se saindo melhor”, diz a publicação.

A revista destaca ainda o impacto internacional de sua morte.

“A execução de Marielle Franco, uma jovem líder dos movimentos gay e negro, reverberou muito além de sua cidade. Em menos de dois dias, sua morte foi tema de 3,6 milhões de menções no Twitter em 34 línguas. Milhares de pessoas marcharam por ela em todo o Brasil”, diz.

O artigo também menciona o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que silenciou.

“O assassinato de Marielle Franco, e as suspeitas de que a polícia possa estar envolvida, mudou o debate sobre a violência. Jair Bolsonaro nada disse sobre o crime, provavelmente porque sua retórica extremista afastaria eleitores de centro. Um apoio que ele precisará em breve”, afirma. 

A revista prossegue sua análise discorrendo sobre o impacto que o fato terá na próxima eleição, em uma clara alusão ao populismo de soluções fáceis praticado por Bolsonaro.

“A resposta militar de Michel Temer à violência começa a soar simplista. O Rio, assim como outras cidades, precisa sanear suas finanças, equipar a polícia e disponibilizar escolas que mantenham os jovens longe do crime. Com sorte, essas são as bandeiras que os eleitores exigirão dos políticos em outubro”. 

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