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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Diplomata vai substituir militar no comando da Apex-Brasil

O diplomata Augusto Pestana, que era diretor de negócios da agência, sucederá o contra-almirante Sergio Segovia, no cargo há quase dois anos

Por Gustavo Maia Atualizado em 15 abr 2021, 18h20 - Publicado em 15 abr 2021, 18h08

Recém-empossado no cargo, o chanceler Carlos Alberto França vai trocar nos próximos dias o presidente da Apex-Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, subordinada ao Ministério das Relações Exteriores.

O atual chefe da agência, Sergio Segovia, que é contra-almirante da Marinha e está no posto há quase dois anos, será substituído pelo diplomata Augusto Pestana, que foi diretor de negócios na gestão do militar. Segundo fontes do governo, Pestana goza de plena confiança do ministro França e é muito respeitado dentro do Itamaraty.

A mudança deve ser oficializada em maio, porque o atual presidente ainda participará de uma missão no exterior — vai organizar uma feira em Dubai, marcada para novembro. O seu sucessor já vai acompanhá-lo na viagem.

Pestana havia sido retirado recentemente da Apex-Brasil pelo ex-ministro Ernesto Araújo. O olavista tinha um apadrinhado para a diretoria (uma das duas da agência) e chegou a indicá-lo, mas o nome acabou reprovado pelo Conselho Deliberativo por não reunir currículo para o cargo, o que deixou o posto vago, como revelou o Radar na semana passada. Na ocasião, ele foi convidado para para ser o responsável pela unidade de planejamento diplomático no Itamaraty.

Entre os diplomatas, a troca é considerada muito importante para aprofundar os objetivos da nova gestão, inclusive no esforço para a entrada na OCDE. Pestana é ministro de segunda classe do MRE, o penúltimo degrau na carreira diplomática, e já serviu nas embaixadas do Brasil na Nova Zelândia, no Japão e na Alemanha.

Vale lembrar que o contra-almirante Segovia foi uma escolha do próprio Bolsonaro, em maio de 2019, quando Araújo demitiu o embaixador Mário Vilalva em meio a divergências no comando da agência.

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