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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Dilma chama PMs que balearam Cid Gomes de criminosos: ‘Não são grevistas’

Para ex-presidente, agentes que protagonizaram violência contra senador devem ser punidos

Por Mariana Muniz - 20 fev 2020, 12h15

A ex-presidente Dilma Rousseff disse que o episódio contra o senador Cid Gomes ocorrido nesta quarta-feira, durante confronto com policiais em greve, foi praticado por “criminosos”.

“Repudio o atentado contra Cid Gomes. A tentativa de homicídio de um Senador da República pode levar a um ambiente de descontrole e violência não apenas no Ceará, mas no país. Policiais armados e mascarados não são grevistas, são criminosos, e como tal devem ser detidos e punidos”, escreceu a petista em suas redes sociais.

Segundo Dilma, vários estados registram indisciplina e abusos nas PMs, até com o apoio de autoridades, como no RJ e SP. “Quem atirou no Senador sentia-se amparado na autoridade federal que apoia a violência e a elogia. Amplia essa percepção a relação com milicianos e a defesa da liberação de armas”, disse.

A ex-presidente aproveitou para criticar o governo de Jair Bolsonaro que, de acordo com ela,”incentiva a intolerância num clima de permanente conflito”.

Ela citou como exemplo as manifestações “favoráveis à tortura e aos torturadores” e a mais “descarada misoginia com que as mulheres estão sendo tratadas pelo Presidente”, como o episódio com a jornalista Patrícia Campos Mello.

“O perigo é que uma crise de autoridade nos estados, com policiais amotinados, armados e aterrorizando a população, vire ingrediente para uma situação propícia a aventuras e golpes. Seria uma grave ameaça à democracia, produzindo a instabilidade política que leva às ditaduras”, afirmou.

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