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Deputado do PSL fala em “descarregar arma” se for alvo de um “antifas”

Investigado no STF, Daniel Silveira gravou nas redes que integrante desses grupos pode levar "no meio da testa" de um policial nesses atos

Por Evandro Éboli Atualizado em 30 jul 2020, 18h53 - Publicado em 31 Maio 2020, 19h01

Investigado no inquérito do STF que apura disseminação de fake news e ameaças contra ministros  do tribunal, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) gravou um vídeo nas suas redes sociais na tarde deste domingo com duras ameaças a opositores.

Ele se dirigia aos “antifas”, abreviação dos grupos antifascistas criados por torcidas organizadas de clubes de futebol.

Silveira relatou que encontrou um grupo desse no Rio, nesta tarde, e contou que esse pessoal atacou pessoas indefesas e que, quando os chamou para enfrentá-los, teriam ido embora.

No “recadinho” que envia aos “antifas”, o deputado diz que eles correm risco de, numa ação dessas, levaram um tiro seja de um policial ou dele mesmo, se tiver “sorte”, afirmou. Silveira os trata por “vagabundos comunistas”.

“Vocês estão na rua o tempo inteiro dizendo que vão agredir, bater. Vou deixar um recadinho para vocês. Tem muitos policiais armados nessa manifestações que um dia um de vocês vai achar o de vocês. Na hora que vocês vierem vão tomar um no meio da testa, no meio do peito e (quando) cair o primeiro, vão entender onde estão se metendo”, afirmou Silveira, que continuou.

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O deputado afirmou que estava em Copacabana e chamou um dos “antifas”.

“Por quê não foram para cima? Não são valentões, não são bons de porrada?! O primeiro que vier eu caço, para deixar de exemplo. Por quê não foram lá? Ficam gritando de longe com punhos cerrados…Até que vocês vão pegar um polícia zangado no meio da multidão e dá no meio da caixa do peito e o primeiro que cair..aí vão chamar a gente de truculento. São todos covardes, medrosos. Aí quando pegam um manifestante sozinho aí vão em cima. Aí quando vêm os outros correndo aí correm , fogem”,

No final, diz que se for agredido por alguém desse grupo vai atirar.

“Até que vocês vão pegar um, quem saiba  não seja eu, o sortudo, né, que vocês me peguem na rua num dia muito ruim e eu descarregue minha arma num ‘fdp’ comunista que tentar me agredir. Vou ter que me defender, né? Não vai ter jeito. E não adianta nem falar que foi homicídio, foi legítima defesa. Tenho certeza, vou me defender. Certeza absoluta”.

 

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