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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Deputado aciona o governo para saber o custo das férias de Bolsonaro

Parlamentar cobra valores gastos com diárias e demais custos dos dias de descanso presidencial

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 12 jan 2021, 08h05 - Publicado em 12 jan 2021, 08h02

Passeio de jet-ski, pescaria, rolê de moto, mergulho de mar. As férias de fim de ano de Jair Bolsonaro e sua comitiva viraram objeto de um requerimento do deputado Elias Vaz (PSB-GO), que solicita ao ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, a conta da brincadeira.

No texto, Vaz cobra as despesas no período entre 18 de dezembro e 5 de janeiro. O requerimento pede o detalhamento dos custos com despesas de familiares, convidados e “toda equipe de profissionais, inclusive da segurança”. Devem constar despesas com “alimentação e bebidas”, “entretenimento”, “locomoção terrestre, aquática e aérea”.

“O Legislativo Nacional tem o direito de saber, no mínimo, os valores totais gastos pelo Executivo, uma vez que os deslocamentos do Presidente da República demandam não apenas organização e planejamento, mas também diversos agentes públicos civis e militares”, argumenta o deputado no requerimento.

No final de dezembro, Bolsonaro passou cinco dias hospedado no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina. Na noite de segunda-feira (21 de dezembro), Bolsonaro foi a estrela de uma festa que reuniu tradicionais apoiadores, como o empresário Luciano Hang e o apresentador Ratinho. Também estiveram no jantar regado à peixe na brasa o ministro das comunicações, Fabio Faria, e o vice-líder do governo no Congresso, o senador Jorginho Mello (PL).

Dali Bolsonaro seguiu para a Baixada Santista, onde passou oito dias. Hospedado no Forte dos Andradas, em Guarujá, ele foi ao jogo beneficente “Natal sem fome”, na Vila Belmiro, em Santos. No dia 1º, ele deu um passeio de barco e pulou no mar para falar com apoiadores – a imensa maioria, sem máscaras.

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