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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Delação de Palocci que vazou não é o acordo homologado pela Justiça

Arquivos, desatualizados, foram elaborados e apresentados à força-tarefa da Lava-Jato na primeira tentativa de acordo do ex-ministro

Por Robson Bonin - 7 out 2019, 13h18

Quem entende do assunto, diz que a proposta de delação de Antonio Palocci que vazou na semana passada em alguns veículos de imprensa – o conteúdo foi, em sua maioria, antecipado por VEJA em diferentes reportagens de capa em 2017 (leia aqui e aqui) e pelo Radar, no mês passado (leia aqui) – não é a mesma homologada pela Justiça, após o acordo com a Polícia Federal.

O que vazou é a primeira versão da tentativa de acordo de Palocci com a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. É o material que os procuradores chamaram de “fofocas de Brasília” tiradas do “Google”.

Na delação homologada tanto no STF quanto no TRF-4 e na Justiça Federal de Brasília, alguns anexos foram ampliados, ganharam novos elementos e outros personagens foram incluídos. “Essa delação que apareceu é o Palocci 1.0”, diz um investigador. “A atual é 4.0”, complementa o mesmo investigador.

O material ganhou as ruas porque faz parte da plataforma de arquivos obtidos pelos hackers que roubaram as mensagens de Deltan Dallagnol. Hoje, esses arquivos estão espalhados. Possuem domínio sobre o conteúdo o site The Intercept Brasil, a Polícia Federal e os gabinetes dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

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