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Defesa de Lula tenta barrar debate sobre legalidade das mensagens de Moro

Advogados pedem ao STF desistência de recurso que discutiria licitude dos dados obtidos na Operação Spoofing

Por Mariana Muniz 2 fev 2021, 13h23

Depois de conseguir acesso às mensagens vazadas entre o então juiz Sergio Moro e a força-tarefa de Curitiba, coletadas na Operação Spoofing, a defesa do ex-presidente Lula fez um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal. 

Os advogados do petista querem desistir de um recurso que, basicamente, tinha como foco a mesma coisa: o conteúdo obtido pelos hackers presos pela Polícia Federal. Alegam que, ao terem atingido o objetivo de acessar o material, o recurso “perdeu o objeto”.

Acontece que em novembro do ano passado o relator, ministro Edson Fachin, liberou o recurso para que o plenário do Supremo se manifestasse sobre a legalidade dos dados aos quais a defesa de Lula pedia acesso. O processo ainda não tinha data marcada para ser analisado.

Quando determinou a inclusão do recurso em pauta, Fachin lembrou que em agosto de 2019, o ministro Luiz Fux, hoje presidente do Supremo, ao autorizar a preservação de provas colhidas na Spoffing, “afirmou que a formação de conhecimento, pelo Plenário, quanto à licitude dos meios para sua obtenção exige a adequada valoração de todo o seu conjunto”. 

Agora, caso o pedido de desistência seja confirmado, fica no ar a dúvida sobre o que ocorrerá com a discussão sobre a legalidade das provas.

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