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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Criação da pasta da Segurança Pública é assunto encerrado, diz Moro

Ministro admitiu não ter gostado da ideia

Por Robson Bonin - Atualizado em 27 jan 2020, 14h23 - Publicado em 27 jan 2020, 14h19

Sergio Moro gosta de dizer que não é político, mas sim um técnico que faz política para atingir os objetivos do ministério que comanda no governo de Jair Bolsonaro. A política, como se sabe, é feita gestos, de movimentos e de mensagens subliminares — às vezes nem tão subliminares assim.

Na entrevista que deu ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda, Moro foi questionado sobre a crise aberta pela possibilidade de esvaziamento do seu ministério a partir da recriação da pasta da Segurança Pública.

A disposição do presidente de tocar o projeto fez o ministro alertar interlocutores que deixaria o governo, caso o movimento fosse consumado. Na entrevista, Moro lembrou que Bolsonaro acabou recuando. “Ele deu uma declaração categórica na sexta de que a chance era zero. Então, para mim, tenho esse assunto como encerrado”, disse.

Moro também admitiu não curtir muito a ideia, mas emendou essa conversa falando de sua preferência, no cinema, pelo filme Os Intocáveis (1987), de Brian De Palma.

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“A cena, no meio do filme, em que eles vão fazer a primeira busca de bebidas contra o Al Capone… Eles chegam, olha, se a gente atravessar essa porta, a gente vai cruzar uma linha que não tem mais retorno. É para fazer mesmo?”, disse Moro. “Eu gosto de muitos filmes, mas esse é muito bom”, concluiu.

O ministro usou a Lava-Jato para falar de “momentos de não retorno” na vida, mas a turma de Bolsonaro deve ter entendido o recado da “linha sem retorno” de outra maneira.

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