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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

CPI pede acesso ao celular de motoboy, que concorda e depois volta atrás

Ivanildo Gonçalves mudou a resposta após intervenção do advogado

Por Gustavo Maia 1 set 2021, 11h56

A primeira pergunta do relator da CPI da Pandemia, Renan calheiros, ao motoboy da VTCLog Ivanildo Gonçalves no depoimento que começou há pouco no Senado já provocou controvérsias. O senador questionou se o depoente tinha levado o seu telefone celular, o que foi confirmado. Na sequência, calheiros indagou:

“O senhor poderia nos emprestar até uma parte do depoimento para que a gente possa retirar dele, com o seu consentimento, algumas informações?”.

Visivelmente nervoso, o motoboy respondeu que “sim”. O relator então disse que ‘nós o devolveremos imediatamente” e pediu que ele entregasse, “por favor”.

“Não, ele respondeu que não”, interveio o advogado Os senadores disseram que ouviram a resposta “sim”, e Ivanildo resolveu desdizer o que disse: “Eu respondi sim que trouxe o meu telefone”.

Diante da insistência na negativa, Renan pediu ao senador Randolfe Rodrigues, que ocupava a presidência da CPI no momento, que “encaminhe um acesso dessa comissão dessa Comissão Parlamentar de Inquérito ao telefone do depoente”.

Randolfe então determinou à Secretaria da comissão para a providência solicitada por Calheiros. Até o momento, o motoboy segue com o celular.

Até o momento, o único depoente que teve o celular apreendido durante uma reunião da CPI foi o PM de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti, que atuava como vendedor de supostas vacinas para a Davati Medical Supply. O policial acabou sendo incluído na lista de investigados da comissão.

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