Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

CPI ouve suspeito de ser o elo da Precisa com políticos

Danilo Trento é o diretor institucional da farmacêutica

Por Gustavo Maia Atualizado em 22 set 2021, 23h35 - Publicado em 23 set 2021, 06h01

Danilo Trento, convocado para depor nesta quinta-feira à CPI da Pandemia, é tido por senadores da comissão como o elo da Precisa Medicamentos com políticos. Diretor institucional da farmacêutica, ele é sócio de outras empresas e já teve sua vida financeira devassada pela investigação.

A pedido do relator Renan Calheiros, o Coaf identificou que Trento fez movimentações suspeitas, que chegaram a 2 milhões de reais por mês e foram incompatíveis com o seu faturamento.

As perguntas desta quinta deverão focar na relação de Trento com o sócio da Precisa, Francisco Maximiano, e com o lobista Marconny Faria, para quem ele teria enviado um passo-a-passo de como desclassificar duas empresas na licitação da venda de testes rápidos para Covid-19 ao Ministério da Saúde.

A iniciativa de convocá-lo foi do senador Randolfe Rodrigues, em requerimento apresentado ainda no fim de junho. Desde então, a CPI só ampliou seu arsenal sobre a Precisa.

Mas os senadores podem enfrentar dificuldades por conta de uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, na noite desta quarta, que garantiu a Trento o direito de ser tratado como investigado e de não assinar termo de compromisso para dizer a verdade como testemunha, além de pode se calar sobre fatos que impliquem autoincriminação.

Continua após a publicidade
Publicidade