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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

CPI criará canal de denúncias para vítimas do ‘tratamento precoce’

Advogada de médicos da Prevent Senior revelou que profissionais eram obrigados a receitar coquetel de remédios sem eficácia

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 28 set 2021, 18h05 - Publicado em 28 set 2021, 18h03

A CPI da Pandemia aprovou há pouco um requerimento do senador Alessandro Vieira para que seja criado um canal público de denúncias sobre eventuais vítimas de tratamentos não convencionais contra a Covid-19.

Nesta terça, a advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos que atuaram em hospitais da Prevent Senior durante a pandemia, revelou que os funcionários eram obrigados a adotarem o chamado “tratamento precoce”, que era um coquetel de remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

Há a suspeita de que, para além de não salvar pessoas infectadas com a Covid-19, o conjunto de medicamentos era usado em detrimento de outras terapias, o que poderia abreviar a vida dos pacientes submetidos ao suposto tratamento. A ideia é que o canal seja usado por parentes de pacientes ou os próprios pacientes que tenham sido prejudicados ou coagidos a tomarem medicamentos como a cloroquina, a azitromicina e a ivermectina. 

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, pediu que à secretaria da CPI coloque no ar um canal de denúncias até o final desta semana.

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