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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Coronavírus: Caiado baixa decreto e fecha quase tudo em Goiás

‘Eu tomo decisões como médico, não como político. Não tenho como negociar com o vírus’, diz o governador ao defender medidas mais duras

Por Robson Bonin Atualizado em 18 mar 2020, 08h38 - Publicado em 18 mar 2020, 08h28

Depois de enfrentar bolsonaristas que arriscavam a própria vida e a saúde pública de outras pessoas ao se aglomerarem em Goiânia no domingo, em plena pandemia de coronavírus, Ronaldo Caiado tomou medidas ainda mais duras para conter a contaminação no estado.

Médico por formação, ele interpretou os dados da experiência italiana e constatou que as cidades que agiram de forma mais severa, impondo restrições aos moradores, colheram os melhores resultados no combate ao vírus.

Por causa disso, o governador fechou praticamente toda a atividade não essencial no estado. Aliado de Bolsonaro, o governador ignorou a crítica do presidente sobre “histeria” e prejuízos econômicos.

“Não tenho como negociar com o vírus. Minhas decisões são técnicas e científicas. Eu tomo decisões como médico, não como político”, diz Caiado.

No decreto assinado nesta terça à noite, foram suspensos por 15 dias em Goiás:

Atividades em feiras, inclusive feiras livres;

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Atividades em shopping centers, galerias ou polos comerciais de rua;

Atividades em bares e restaurantes, mas serviço de entrega é permitido;

Atividades em cinemas, clubes, academias, boates, teatros, casas de espetáculos e clínicas de estética;

Atividades de saúde bucal/odontológica, pública e privada, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgências e emergências.

Caiado registrou que todos os estabelecimentos médicos e hospitalares, além dos laboratórios, farmácias, supermercados, distribuidoras de gás e postos de combustíveis continuarão funcionando normalmente.

Sobre o transporte interestadual, Caiado está esperando a posição do governo Bolsonaro. “Se demorar demais, ele vai bancar e vai buscar a Justiça para fechar”, avisa um interlocutor do governador.

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