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Coronavírus atinge em cheio Fernando de Noronha – entenda

Pesquisa observa dificuldade de retomada econômica em 3.791 cidades brasileiras

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 8 dez 2020, 16h57 - Publicado em 10 Maio 2020, 18h29

A pandemia do novo coronavírus trouxe impactos diferentes aos municípios brasileiros. Fatores como localização, atividade econômica e dependência de repasses governamentais são essenciais tanto para entender o impacto da doença como para prever como será a retomada econômica. Municípios pequenos e que dependem quase que exclusivamente do turismo, como Fernando de Noronha (PE), Maraú (BA) e Rio Quente (GO), são os mais atingidos e terão maior dificuldade para voltar ao normal, aponta uma pesquisa inédita da consultoria Mapfry.

“Essas cidades não dispõem de vida própria, com um setor de serviços independente, formado por uma rede hospitalar e universidades, por exemplo. Elas dependem do turista, que vai demorar a chegar”, explica João Caetano, professor de geomarketing e autor do estudo.

Capitais como Curitiba e Belo Horizonte, assim como destinos turísticos como Foz do Iguaçu e Balneário Camboriú, devem se recuperar mais rápido. “Mas não é o mesmo que observamos em cidades como Fernando de Noronha, por exemplo”, explica Caetano, ao citar o cruzamento de dados de IBGE, Banco Central, FioCruz e Ministério da Saúde para chegar à conclusão que botou a cidade entre as dez últimas do ranking.

Após compilar dados como porte, atratividade, emprego e desenvolvimento humano, os pesquisadores dividiram os 5.565 municípios em 30 grupos e 7 segmentos. No topo do ranking das cidades que devem retomar a economia mais rapidamente estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Na lanterna, 3.791 municípios. “São cidades com economia restrita, dependente de repasses federais ou programas de transferência de renda. Sua baixa densidade populacional reduz a velocidade de contaminação mas, por outro lado, praticamente não possuem sistemas de saúde em condições de amparar casos graves, muitas vezes distantes dos centros de referência”, argumenta Caetano.

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