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Conselho de Ética da Câmara encerra 2020 sem julgar um caso sequer

Colegiado deveria ter funcionado de forma remota, mas Câmara nem votou projeto com essa autorização; corporativismo venceu

Por Evandro Éboli Atualizado em 2 jan 2021, 11h03 - Publicado em 4 jan 2021, 07h29

O Conselho de Ética da Câmara encerrou 2020 de forma lastimável. Não apreciou uma representação sequer das várias pendentes no órgão. São pelo menos dez, todas protocoladas ainda em 2019.

Não faltaram promessas de que o conselho iria trabalhar de forma remota. Mas o projeto de resolução que autorizaria o funcionamento do colegiado por videoconferência não foi votado. Está há cinco meses parado na Mesa da Câmara.

Os servidores do conselho chegaram a ser treinados no sistema remoto, mas suas excelências não moveram uma palha. O corporativismo das excelências é sempre mais forte do que qualquer pandemia.

E em fevereiro, toda a composição do conselho será alterada. Ou seja, mais postergação. Felizes são os acusados, que ganham sobrevida nos seus mandatos, caso da deputada Flordelis (PSD-RJ), cujo processo nem chegou ao conselho até hoje.

Agradecido também fica Eduardo Bolsonaro, que é alvo de ação no conselho por ter feito defesa da volta do AI-5.

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