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Concursado da PF terá que levar 82 máscaras para confinamento de 2 meses

Por determinação de Bolsonaro, 500 candidatos a 5 cargos começam curso em agosto: "maior desafio da história dessa academia", afirmou diretora

Por Evandro Éboli Atualizado em 29 jun 2020, 10h04 - Publicado em 29 jun 2020, 07h20

De agosto até dezembro cerca de 500 concursados para cinco cargos na Polícia Federal vão estar em regime de internato para cursos na Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, como revelou Radar. Foi uma decisão de Jair Bolsonaro, atendida pelo diretor-geral da instituição.

O governo listou o que chama de “enxoval” a ser levado por cada um para o período de 5 meses de confinamento, além de apresentação de exames para provarem que não estão com a Covid-19.

Os 500 foram divididos em duas turmas: entre 3 agosto e 9 outubro, serão recebidos agentes, escrivães e papiloscopistas; de 12 de outubro a 18 de dezembro, será a vez dos delegados e peritos criminais.

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O curso é classificatório. Quem não comparecer, estará eliminado de imediato. Além de ser mais uma etapa da peneira, é obrigatório para quem quer tomar posse.

Para as atividades, os candidatos convocados terão que levar, no mínimo, 32 máscaras de tecido branca, 50 unidades de máscara descartável branca, 2 unidades de viseira acrílica transparente “face shield”, 4 flanelas brancas de limpeza 40 cm x 40 cm, 10 sacos plásticos com fecho 17 cm x 24 cm, 2 toalhas de mão branca, 2 frascos de 50 ml de álcool gel 70%, 1 frasco de 500 ml de álcool gel 70% e 1 cantil para água de 500 ml.

A pressa de Bolsonaro em formar novo quadro na PF vai obrigar os concursados a apresentarem, antes do curso, resultados do exame para Covid, no caso o Swab, o do cotonete no nariz e boca, mais seguro. Tem que ser feito nos últimos dez dias que antecedem ao início do curso. E outros exames sorológicos para o coronavírus que tenha feito nos últimos seis meses, além de hemogramas. Precisam comprovar que estão vacinados contra a influenza.

O risco da aglomeração gera apreensão, em especial entre os servidores, que trabalharão direto nesse período.

“Não é exagero afirmar que enfrentaremos nos próximos cinco meses um dos maiores desafios da história desta casa de ensino, que é formar com qualidade novos policiais federais em meio a um cenário tão adverso”, escreveu a delegada Vanessa Souza, diretora da academia, em mensagem aos servidores.

Nos primeiros finais de semana, os concursados não poderão deixar a academia. Servidores, claro, vão entrar e sair todo dia.

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