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Como será o Ministério da Segurança Pública de Bolsonaro

Centrão comemora: presidente bateu martelo e irá recriar a pasta, mas sem a PF e PRF sob seu guarda-chuva

Por Evandro Éboli Atualizado em 8 jun 2020, 17h30 - Publicado em 8 jun 2020, 17h45

Jair Bolsonaro bateu o martelo e vai recriar o Ministério da Segurança Pública.

Quatro integrantes da Bancada da Bala se reuniram semana passada com o ministro Jorge Oliveira (Secretário-Geral da Presidência) – por duas horas e meia – e depois tiveram um encontro de meia hora com o presidente.

Ficou fechado que o ministério volta, mas com uma diferença considerável em relação ao passado: não terá sob seu guarda-chuva nem a Polícia Federal nem a Polícia Rodoviária Federal.

Antes, um projeto de lei precisará ser aprovado no Congresso. A minuta desse texto está sendo elaborado pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada, e que foi citado semana passada por Bolsonaro como seu interlocutor sobre o assunto.

Augusto diz que a ausência da PF e PRF não esvazia o ministério.

“De modo algum. Tem as Polícias Militares, as Polícias Civis, os Corpos de Bombeiros, os agentes penitenciários…Muita coisa relevante para cuidar ali”, disse Augusto ao Radar.

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“Não é o momento de trazê-las (PF e PRF) para o ministério. Quem sabe futuramente”.

Nome defendido para ocupar o ministério, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) não foi ao encontro.

“Ele é parte interessada. Foi melhor não comparecer”, contou Augusto.

O projeto deverá ser enviado ao Congresso entre julho e agosto. O deputado acha que o governo, apesar da crise de relação do presidente com Rodrigo Maia, não terá dificuldade em aprovar.

“O governo tem uma boa base”.

Além de Augusto, participaram do encontro os deputados Sargento Fahur (PSD-PR), Sanderson (PSL-RS) e Hugo Leal (PSD-RJ).

A recriação do ministério atende a mais uma demanda do Centrão, que conquista a cada dia mais espaço no governo.

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