Clique e assine a partir de 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como o Twitter está reagindo na guerra entre Moro e Glenn

Polarização nas redes

Por Pedro Carvalho - 31 jul 2019, 09h00

O vazamento de mensagens envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da Lava-Jato continuou a ter grande repercussão nas redes sociais, impulsionado principalmente pela prisão dos suspeitos e pela publicação da portaria 666, que prevê a deportação e prisão de estrangeiros. O monitoramento Levels mostra como o tema repercutiu no Twitter, analisando aproximadamente 460 mil tuítes.

Mensagens contrárias aos vazamentos de mensagens somam cerca de 55% das narrativas analisadas, mas o total de internautas mobilizados representa apenas 44% da rede. Além das narrativas já conhecidas na rede, como as que sugerem que a Vaza Jato seria uma tentativa de prejudicar a Lava Jato e que os vazamentos seriam criminosos, ganham força, impulsionados principalmente pela portaria editada pelo ministro Sergio Moro, pedidos explícitos de prisão do jornalista Glenn Greenwald (5%).

As mensagens favoráveis ao vazamento das mensagens somam cerca de 44% do monitoramento. O total de usuários mobilizados representa 54% da rede que debateu sobre o tema durante o dia 26 de julho. As narrativas formadas por esta parte da rede repercutem principalmente mensagens em tom crítico a Moro e em defesa do site The Intercept Brasil.

Segundo este grupo, o jornalista Glenn Greenwald estaria sendo vítima de perseguição política (4%). Essa narrativa surge como resposta à portaria 666, chamada pela rede de novo AI-5, assinada pelo ministro e publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (26).

Publicidade